Monthly Archives: Maio 2007

The Butterfly Effect

Sente-se já o poder da “borboleta” este verão, mas isso é apenas o começo. No inverno ela sai definitivamente do casulo. Ficam algumas sugestões.

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(Benjamin Cho)

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(Vera Wang)

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(Erin Fetherston)

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(Junko Shimada)

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“I’m NOT a smug twat”

Lembram-se disto?
É a verdadeira soup opera da moda!
Resumindo, para quem não está a par:

. Saco amigo do ambiente – “I’m not a plastic bag” de Anya Hindmarch
. Novo must-have que apenas custa 7 libras
. Vendeu cerca de 20,000 exemplares numa hora
. Sainsboury’s desvendou o segredo: afinal não era feito de materiais orgânicos e era feito na china (onde os custos de produção são mais baratos)
. Big problem

E agora no meio da confusão, alguém decidiu tirar partido disto tudo. Apresento-vos a nova personagem: “I’m not a smug twat”, by Marissa V. Como se pode ler no site, o saco é mesmo uma reacção a todo o fenómeno gerado à volta do saco de Anya Hindmarch, tornando-se ele também um fenómeno. Sim, este saco também está esgotado, e não se encontra à venda em nenhuma zona comercial…

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things just keep getting better!

(to be continued…)

Volta, Kate, tas perdoada!

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Ninguém pára esta ruiva, perdão loira…
Depois de termos visto a sua jovem cara em tudo o que era anúncio da campanha da MIU MIU primavera verão 2007, Lindsay Lohan irá ser, segunda a Woman’s Wear Daily, a nova cara de Jill Stuart. A campanha poderá ser vista nas revistas a partir de Agosto. As fotos, da autoria de Mário Sorrenti, foram tiradas em Tokyo e nelas pode-se ver a jovem actriz posar com produtos Jill Stuart, desde a sua linha mais clássica até à Jill by Jill Stuart.
Devo confessar que, ao olhar para a fotografia, veio-me à memória uma outra campanha, mas não me recordo qual. Talvez a da Louis Vuitton, com a Kate Moss.
De qualquer maneira, a vida parece estar a correr bem para Lindsay Lohan, uma vez que foi a primeira celebridade a ser escolhida para dar a cara por uma campanha de Jill Stuart.

Marc Jacobs X Vans Collection

Eu ia dormir (ou estarei já a sonhar?), mas isto é bom demais para deixar para amanha.
Acabei de ler (através do site Sneaker Freaker) que Marc Jacobs fez uma parceria com a célebre marca de sapatilhas Vans, parceria esta que resultou nos novos modelos slip-on da marca, assinados pelo designer. Mas o melhor disto tudo é que um dos pares de sapatilhas tem o modelo dos sapatos Oxford estampados (aqueles, lembram-se?)
Para já é tudo o que sei, mas amanhã procurarei saber mais sobre este assunto (se não estiver demasiado cansada, depois de uma noite acordada, a pensar na minha próxima compra!).

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Last call for the Chanel gate

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“Airports and flying have become a nightmare. L.A. is about the dream of private jets and beautiful cars and glamour. Cruise collections are about the dream of freedom”. (Karl Lagerfeld)

Só gostava que pudessem ter visto a minha cara, quando vejo as fotos do desfile da Chanel Resort 2008 Collection of Style , em Los Angeles.“O espetáculo de Karl Lagerfeld na passada sexta feira foi tão audacioso, tão fora dos limites, que mereceu uma ovação em pé, mesmo antes da primeira manequim entrar na passerelle.”
Os muitos sortudos (e famosos) que tiveram a sorte de estar presentes depararam-se com um lounge exclusivo de um aeroporto, completo com três cocktail bars, sacos de viagem personalizados em cada cadeira, e monitores de chegadas e partidas onde se podia ler voos “Chanel line”. Como se tudo isto não bastasse, havia ainda espaço para não um, mas dois jactos Challenger 601.
Li em algum sitio que no ar, dentro de um avião, acontecem coisas inesperadas, ou por causa da altitude, ou por estarmos demasiado perto de Deus. Quem esteve presente no desfile da Chanel, não precisou, se quer, de levantar voo.
Conta quem viu, que a primeira manequim a desfilar, Raquel Zimmermann , saiu graciosamente de um dos jactos, e vestia um macacão azul marinho, uma mistura de uniforme de capitão e a roupa de um passageiro de um voo de primeira classe (na foto).
Podia-se já antever o resto da colecção (ou não): casacos desportivos em cetim usados com skinny jeans, vestidos compridos num Poiret revisitado, o famoso casaco Chanel em tweed caqui.
Depois deste espectáculo Karl Lagerfeld pensa já no próximo Resort Show em Monte Carlo. Depois de fazer aviões, comboios e autocarros, fazer um iate não deve ser assim tão complicado.

Oh Lord, won’t you bye me a ticket for de Chanel line!

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Chapéus há muitos (mas não como estes!)

“É preciso ter muita coragem para se usar um chapéu”. Nunca mais me esqueci do que uma professora minha me disse, assim que entrei na sala de aula com um chapéu na cabeça. “Nem toda a gente tem coragem para ser o centro das atenções”.
De facto, muitas vezes a falta de coragem impera perante a vontade de usar um chapéu, não digo gorro, nem boina nem boné, mas chapéu. Daqueles grandes e bem ornamentados, que só se vê nas corridas de cavalos, ou nos casamentos reais. É impressionante a elegância que um chapéu pode trazer à roupa que vestimos.
A verdade é que não é em cada esquina que encontramos uma loja com esses chapéus, mas eu encontrei uma bem no centro do Porto, e muito escondida.
“A Loja Dupla” é um espaço que serve ao mesmo tempo de sapateiro e de local de venda de artigos de viagem. Ao dirigir-me para São Bento, um chapéu chamou a minha atenção naquela loja, que pouco tem de loja glamorosa em que imaginamos estes chapéus expostos.
Chapéus de senhora, de senhor, grandes, pequenos, com rede, sem rede, de praia, de casamento, do dia-a-dia, com um pouco de paciência encontramos um mundo de possibilidades nas duas pequenas vitrines que expõem os chapéus.
Para aguçar a curiosidade, ficam as fotos.

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“Loja Dupla” (Casa Mário): Rua Mouzinho da Silveira, 258 a 262/ 4050 Porto

Número: 936164998

(Já agora, um pedido de desculpas pela qualidade das fotos, mas tive que recorrer ao telemóvel; e um muito obrigada à manequim: Lia)

This is not just a bag, man. Its a bagman!

Desde que voltei de Londres que ando para escrever sobre isto. Nunca gostei muito de ver homens de malinha, se calhar porque estava habituada a ver aquelas bolsas pequenas de pôr a tira colo, que simplesmente detesto! Mas quando vi lá em Londres alguns homens com sacos gucci (e não só) XXL, na mão, fiquei absolutamente fã!
Entretanto, e porque não queria um post sem substância, decidi fazer algum trabalho de casa (eu sei, eu sei, não tenho dedicado muita atenção aqui ao dressingroom, mas em metade do tempo estou mesmo a fazer algum trabalho de casa), fui guardando algumas fotos (sites e artigos na Vogue de homem) acerca do tema.
Aqui vai inspiração e algumas bolsas, se não sabem por onde começar.

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(thesartorialist.blogspot.com)

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(styleclicker.blogspot.com)

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(styleclicker.blogspot.com)

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(inVogue Homme Paris – mala gucci)

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( Hugo Boss)

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(Louis Vuitton)

Girly Old Rabbit

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Há uns tempos vi numa revista (ID, se não me engano) uma personagem da Disney pouco conhecida: Oswald, the lucky rabbit. Achei uma certa piada, mas não prestei muita atenção. Mas qual o meu espanto quando, outro dia, ao folhear a Vogue francesa, o vi uma t-shirt da marca Comme des Garçons.

“I’m tired of mundane everyday fashion”.

Ao proferir estas palavras, Rei Kawakubo (designer por trás da marca), não se referia à necessidade de ver tendências mais futuristas, com materiais inovadores e pouco vistos, mas a uma urgência de exploração de uma identidade global, mais feminina- a uma identidade geralmente vista em raparigas de 10 anos. E foi o que fez.
Ao inspirar-se em personagens da Disney como Oswald ou Mini, Kawakubo surpreendeu todos na semana da moda de Paris com a sua colecção outono/ inverno 2007. As manequins usavam orelhas de rato e coelho, blasers de homem, texturas naturais/ artificiais, estampados em 3D, e há em toda a colecção uma estranha combinação de vermelho, cor de rosa, roxo e violeta.
À necessidade de encontrar um novo rumo para a moda, a designer adicionou-lhe uma feminilidade pouco feminina, uma nova palete de cores e muita nostalgia.

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“green” bag or “mean” designer

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Lembram-se de há uns tempos ter postado acerca de um saco que estava a causar sensação, o novo must-have de todas as carteiras do momento, o mais recente ex-libirs das campanhas pelo meio ambiente, o shopping bag de Anya Hindmarch?
Pois bem, apesar de Anya Hindmarch, ao desenhar “I’m not a plastic bag”, pretender alertar para a necessidade de protecção do planeta, tornou-se publico o passado mês que afinal a designer estaria a utilizar mão de obra barata da China para os fabricar.
Como se não bastasse, no dia 27 de Abril,o grupo Sainsbury’s, zona comercial britânica onde se venderam aproximadamente 20,000 exemplares em menos de uma hora (pretendia ter ido lá buscar um para mim, mas uma rapariga na rua avisou-me que nem valia a pena, estavam esgotados desde as 8 da manha), foi acusado de hipocrisia ao admitir que,de facto, os sacos “I’m not a plastic bag”, não só eram feitos na China, onde a mão de obra é muito mais barata, como pouco ou nada tinham de orgânico.

Procurarei manter-me informada quanto a novidades acerca do tema.

Sweet Sweet Dandy Boy

Não é fácil para mim postar alguma coisa que satisfaça possíveis leitores masculinos. Primeiro porque não tenho, e estupidamente, por norma dar muita atenção à moda dedicada aos senhores, e depois porque nas minhas pesquisas cibernéticas, geralmente, e com excepção de um ou outro site, não mo é proporcionado.
Obstante disto, sempre que visito sites de street style a minha atenção, no que concerne roupa masculina, vai substancialmente para os dandy boys que muitas vezes se podem ver nas fotografias desses mesmos sites.

“Dandyism is as difficult to describe as to define” (Barbey d’Aurevilly)

Para quem não conhece, ou nunca ouviu falar, o dandyismo nasceu, como estilo e como filosofia, no século 1800, na Inglaterra. O genuíno dandy, George Bryan “Beau” Brummel, preocupava-se com a postura e aparência, numa época em que se vivia uma decadência da aristocracia, mas antecipava-se também uma nova era- a era da mobilidade social, cujo gosto e tacto contavam muito mais do que a saúde e até o berço.
Mais tarde, nos anos 20 do séulo XX, o estilo foi de novo adoptado, com as suas adaptações, pelos jovens britânicos, alargando-se a outros cantos do mundo.
Hoje em dia, para mim, dandyismo continua a ser um símbolo de elegância (forçada ou natural, dependendo de quem o encarna), e os senhores que as usam não me são indiferentes.
Devo dizer que o dandyismo é dos estilos que mais gosto de ver e acho um máximo quando um rapaz tem a audácia de o adoptar.
Ficam aqui algumas fotos de alguns dandy boys dos nossos tempos.

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George “Beau” Brummel (o “criador”)
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(thesartorialist.blogspot.com)

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(Yvan Rodic, criador do blog facehunter.blogspot.com, por thesartorialist.blogspot.com)

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(stylescout.blogspot.com)

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(thesartorialist.blogspot.com)

Alguém me explica, por favor?

Eu sei, eu sei, já deve ser o terceiro post sobre o casamento Kate Moss+ Topshop que escrevo. Não queria dar muito importância à coisa, porque para mim é muito mais empolgante um colecção desenhada por Karl Lagerfeld do que propriamente pela manequim, mas hoje quando vi este video não pude deixar de cair o meu queixo.

Londres enlouqueceu?? Por favor, a rapariga pode ser uma das maiores manequins do nosso planetazinho, e apesar de não ser o melhor exemplo em diversos aspectos (como todos sabemos), não podemos deixar de lhe reconhecer beleza e trabalho árduo (porque isto de ser bela também cansa)…mas uma fila que quase dá a volta ao quarteirão, não me parece que mereça. A colecção é gira, tem peças engraçadas, mas não é nada do outro mundo!

De qualquer maneira, e longe de parcialidades, deixo-vos o video, para tirarem as vossas próprias conclusões.

V.I.P. kids

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Por onde quer que se ande, não nos é alheia a crescente importância que as marcas e os designers de moda têm dado aos mais pequeninos. Desde Baby Dior, até Prada ou Burberry, podemos encontrar todo o tipo de “High fashion” para as crianças, e se não soubermos por onde começar a vestir os nossos bébes basta dar uma olhadela na Vogue Bambini, para uma ajudinha.

Isto porque me deparei com a loja da Habitat (loja de decoração, agora substituida em Portugal, salvo o erro, pela Área) em Regent Street, cuja montra mostrava uns bonecos em pachtwork desenhados por Christian Lacroix. O designer francês foi convidado a desenhar estes “Fashion monsters” para os mais pequenino, e os preços vão de 30 a 60 libras (se bem me lembro e peço desculpa se não estou correcta). E porque as crianças também são V.I.P.s, Lacroix não foi o único convidado pela Habitat a integrar o projecto, também Paco Rabanne, Kate Winslet e até Miss Piggy desenharam também os seus próprios produtos.

Para mais informações, cliquem aqui

Quote

“A Fashion is a form of dress so unbearable we are compelled to alter it every six months”

OscarWilde

New York Fashion Now

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É díficil escolher por onde começar, mas tendo em conta que esta foi a primeira exposição que visitei lá, achei por bem ser também a primeira sobre a qual fazer referência.

É dia 25 de Abril, cheguei a Londres hà mais ou menos duas horas, e a ânsia de absorver tudo o que aquela cidade me tinha para oferecer desassossegava-me….fomos directos ao Victoria and Albert Museum com a intenção de visitar a exposição “Surreal Things: Surrealism and Design”, mas quando vimos anunciada a exposição “New York Fashion Now” mudamos logo de ideias…nem quis acreditar!

“How does a designer go from being relative unknown to becoming a tastemaker?”

A exposição mostra a história de 20 designers que lançaram a sua própria marca entre 1999 e 2004. Para além disto, apresenta-nos também momentos significativos da moda da em geral, que se desenvolveu fora de NYC e em décadas diferentes.

A exposição está organizada de modo a que seja perceptível uma evolução da moda, desde o século XVI aos dias de hoje, guardando um espaço para a exposição dos novos designers nova iorquinos.

Se estiverem interessados ainda vão a tempo…ela estará em exibição até dia 23 de Setembro. E para aguçar a curiosidade, aqui ficam algumas fotografias

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Day Dress- 1863-5

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Dolman Remayner & Co 1885

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Zac Posen (o meu preferido)

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Thom Browne

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Maggie Norris

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De volta

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Voltei de Londres com montes de novidades e só espero conseguir transmitir-vos tudo o que quero. Vai ser difícil, a moda anda no ar (e em todas as ruas) naquela cidade…podem, por isso, imaginar que foram umas férias muito intensas.

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